terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Cinema Paradiso

Emocionante filme italiano, uma bela homenagem à sétima arte.


Nuovo Cinema Paradiso (1989), direção de Giuseppe Tornatore, Com: Phillipe Noiret, Marco Leonardi, Salvatore Cascio, Jacques Perrin, Brigitte Fossey, Antonela Atilli, Pupella Magio, Agnese Nano. 

 Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 1989, esse drama italiano é uma obra belíssima. A história gira em torno do menino Salvatore, um coroinha de igreja e cinéfilo mirim, que frequenta assiduamente o único cinema de uma pequena cidade italiana, por vezes espreitando até filmes proibidos para sua idade. Nesse cinema, até as cenas de beijo são censuradas. Ele inicialmente causa certa má vontade em Alfredo, o projecionista do cinema, porém com o tempo acaba nascendo uma bela amizade entre ambos. Alfredo ensina o ofício para Salvatore, mesmo à contragosto , porém após um grave acidente, Alfredo fica impossibilitado de prosseguir com o trabalho e o jovem Salvatore assume a função. Mas a amizade de ambos permanece e Alfredo passa a exercer forte influência na vida de Salvatore.
"Cinema Paradiso" tem inúmeras qualidades. A começar pela trilha sonora, um verdadeiro primor. Desde as cenas mais engraçadas, passando pelas mais ternas e chegando nas mais dramáticas, todas as músicas casam muito bem com cada cena do longa. A direção de Giuseppe Tornatore é impecável, tal como a belíssima fotografia. O elenco é muito talentoso. Phillipe Noiret, intérprete de Alfredo, causa empatia desde a primeira cena. Três atores se revezam para viver Salvatores e o fazem com dignidade, mas o destaque vai para o carismático Salvatore Cascio (na época um garoto ainda), que possui o mesmo nome do personagem e foi escolhido entre muitos concorrentes para desempenhar o papel do protagonista na versão criança. Sua autenticidade é cativante.

Acima de tudo, o filme é uma produção à moda antiga, traz um clima deliciosamente nostálgico. Uma produção que fala sobre temas universais, principalmente a amizade. O sentimento que une Salvatore e Alfredo, é de uma beleza única, um misto de respeito, com carinho e admiração. O próprio cinema é um importante personagem dentro da obra, já que não apenas é um local para exibir filmes, mas também um lugar onde é possível sonhar, principalmente numa cidade pacata e sem muita perspectiva, como a que o filme é situado.
 Um filme emocionante, que retrata sentimentos e situações reais. Uma sublime homenagem ao cinema, mesmo que não tenha sido essa a intenção do diretor. Trata-se de uma obra poderosa emocionalmente, um dos filmes mais bonitos que o cinema já produziu e sem dúvida, uma das maiores pérolas do cinema italiano. O final é desconcertante de tão belo, um momento ímpar no desfecho de um longa inesquecível.

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