domingo, 9 de dezembro de 2012

Sete Dias Com Marilyn

Michelle Williams brilha no papel do ícone Marilyn Monroe.

My Week With Marilyn, 2011, Direção de Simon Curtis, Com: Michelle Williams, Eddie Redmayne, Kenneth Branagh, Dominic Cooper, Judi Dench, Julia Ormond, Emily Watson, Dougray Scoot, Zoë Wanamaker, Toby Jones.


Na Inglaterra de 1956,um jovem cinéfilo decide arriscar a sorte e tentar conseguir um emprego no mundo da sétima arte. Com insistência, consegue uma vaga de terceiro assistente num filme dirigido pelo ator Laurence Olivier e que contava com Marilyn Monroe no principal papel feminino. Marilyn com seu comportamento excêntrico acaba irritando Laurence, enquanto ao mesmo tempo surge uma amizade inesperada entre o jovem terceiro assistente e a diva loira platinada.

Michelle Williams não é parecida com Marilyn, Scarlett Johansson foi pensada para o papel e tem maiores semelhanças físicas com a diva. Entretanto, duvido que Johansson conseguisse convencer e encantar tanto como Williams conseguiu. Sua interpretação é carismática e sensível, muito longe da caricatura, um trabalho completo mesmo, que conseguiu ficar até parecida com Marilyn Monroe, de tão boa atriz que é. Keneth Branagh (que interpreta Sir Laurence Olivier) e o protagonista Eddie Redmayne saem-se bem com seus papéis também.
Interessante gama de personagens o filme possui, pois além de Marilyn e Laurence Olivier, também tem as atrizes Vivien Leigh e Sybil Thorndike, personificadas respectivamente por Julia Ormond e Judi Dench. Aliás, na película há cenas curiosas acerca da atriz Vivien Leigh, uma pena não serem mais desenvolvidas e nem ter uma atriz mais talentosa para personificá-la, afinal Julia Ormond atua sem grande brilho. Aliás um defeito do filme é não explorar mais profundamente certas histórias, acaba rendendo menos do que deveria.
O filme é agradável, tem uma bela fotografia e a direção de arte como um todo, é primorosa. O diretor Simon Curtis fez um bom trabalho, com belas imagens e interpretações marcantes. O maior mérito da produção é retratar a personalidade do ícone platinado com uma sensibilidade admirável, o roteiro vai muito além da celebridade Marilyn, a retrata com carinho e como uma personagem tridimensional, essa é a maior virtude do longa.



sábado, 8 de dezembro de 2012

Garota, Interrompida

Um filme tocante e melancólico, baseado em fatos reais e com grande interpretação de Angelina Jolie.

Girl, Interrupted (1999), Direção de James Mangold, Com: Winona Ryder, Angelina Jolie, Whoopi Goldberg, Brittany Murphy, Clea DuVall, Elizabeth Moss, Jared Leto, Jeffrey Tambor, Vanessa Redgrave, Travis Fine, Angela Bettis, Bruce Altman.

Em 1999, Winona Ryder era uma atriz em constante ascensão em Hollywood, desde o final da década anterior. Estrela de filmes de sucesso e na maioria das vezes bastante elogiada pelas crítica, trabalhou com vários diretores importantes, tais como Martin Scorsese, Tim Burton, Francis Ford Copolla, e Woody Allen. Quando leu o livro baseado nas memórias de Susana Kaysen, que contava a história do período em que a autora foi internada numa clínica após ingerir pílulas com bebida alcoólica e passou a conviver com diferentes tipos de loucura. Winona cismou com o projeto, conseguiu convencer o diretor James Mangold (Cop Land) a embarcar com ela no projeto e assim o filme saiu do papel.
Trata-se de um filme bonito, com ótima ambientação dos anos 1960 e uma melancolia intrínseca, que o enriquece ainda mais. Bela trilha sonora, uma montagem funcional e eficiente, além de um seguro trabalho de direção, James Mangold mostra competência e sensibilidade no desenvolver da história. O filme realmente prende a atenção.Entretanto a crítica ficou bastante dividida na época, injusto porque é um filme consistente e interessante.
Winona sempre competente, atua com sensibilidade, mas o grande destaque do filme é Angelina Jolie, numa interpretação segura e carismática como a sociopata Lisa. Angelina é dona dos melhores diálogos e cenas do longa, com isso conquistou o Oscar e o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante. Mas o elenco no geral é eficiente, também temos Whoopi Goldberg numa interpretação marcante no longa, mesmo com um papel discreto, a atriz demonstra seu talento habitual.
Uma das maiores qualidades do filme reside nos diálogos, sem tentar ser filosofal demais, mas também envolto de metáforas e divagações acerca da loucura, o filme possui diálogos preciosos, respeitando a inteligência do público. Uma das cenas mais poderosas do longa, infelizmente nos dias atuais remete à uma coincidência não muita agradável com a atriz Brittany Murphy, falecida em 2009, que nesse filme teve sua melhor interpretação e esse é sem dúvida seu trabalho mais importante na sétima arte.
Há um clima poético no filme, uma vez que a personagem Susana almeja ser escritora, além de eventuais citações da obra "O Mágico de Oz". Esse é um filme da década de 1990 a ser redescoberto, merece um melhor tratamento do que teve na época de seu lançamento.






sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Um Domingo Qualquer

Oliver Stone dirige grande elenco em um filme eletrizante, mas sem maior profundidade de roteiro.

Any Given Sunday (1999), Direção de Oliver Stone, Com: Al Pacino, Cameron Diaz, Jamie Foxx, Dennis Quaid, LL Cool J, James Woods, Mathew Modine, Lauren Holly, Lawrence Taylor, Charlton Heston, Ann-Margret, Elizabeth Berkley.


 Um pouco dos bastidores do futebol americano, interesses corporativos por trás dos panos, duelo de ego entre jogadores, richa entre diretora e treinador do time, além de outros fatores que rondam os bastidores do esporte. O experiente e polêmico diretor Oliver Stone, roteirizou ao lado do então pouco experiente John Logan e realizou um trabalho interessante, mas com alguns problemas estruturais.
O elenco é ótimo. O sempre competente Al Pacino entrega uma boa performance, o que não é novidade vindo dele. Porém um dos problemas do filme é justamente a falta de profundidade de alguns personagens. Dennis Quaid como o capitão do time atua no automático e Cameron Diaz como a "dona" do time, mesmo com as limitações do roteiro, tem aqui uma de suas melhores atuações, interpretando uma personagem deliciosamente gananciosa. O grande destaque fica por conta do carismático Jamie Foxx, que interpreta o reserva que se torna a grande estrela do time. Foxx tem o melhor papel do filme e atua de forma incisiva. Os sempre competentes Charlton Heston e James Woods, demonstram o talento habitual, mesmo com o pouco tempo de seus personagens em tela.

As cenas de futebol americano são ótimas, muito bem relizadas, assim como os conflitos da trama, que são interessantes e prendem a atenção. Entretanto a falta de aprofundamento de algumas situações acaba tirando um pouco do brilho do filme, visto que com longa duração, teria tempo para desenvolver melhor suas histórias. Não que o desfecho seja decepcionante, na verdade o epílogo é bem sacado. A montagem frenética do filme, assim como em determinadas situações empolga, em outras dilui a densidade das cenas, aqui Oliver Stone usa um recurso de montagem semelhante ao de "Assassinos por Natureza" (1994), com imagens da cena real misturada com outras referências e imagens, o que tanto funciona bem em algumas ocasiões, como incomoda em outras.
Contudo é um bom trabalho, funciona muito bem como entretenimento, afinal é um filme dinâmico e empolgante em determinados momentos. Para quem curte futebol americano então, o filme é plenamente indicado, pois nesse aspecto o diretor foi muito feliz na realização das cenas do esporte e dos conflitos nos bastidores.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Atores de Grey's Anatomy na tela grande

Grey's Anatomy é uma série de bastante sucesso, que existe desde 2005 e ao longo dos anos continua despertando interesse em seus fãs que não são poucos. Agora e saindo do confortável âmbito da série na tv, será que nas telas grandes, os atores que brilharam na série têm o mesmo sucesso? O blog selecionou alguns dos intérpretes da série e fala um pouco sobre suas trajetórias no cinema.

Ellen Pompeo
A protagonista da série, no caso a médica Meredith Grey, possui em seu currículo alguns discretos, mas eficientes trabalhos no cinema. Atuou no drama "Vida Que Segue" (2002) estrelado por Jake Gyllenhaal, Susan Sarandon e Dustin Hoffman, em seguida teve uma participação em "Prenda-me Se For Capaz" (2002), como uma aeromoça que se envolve com o protagonista, vivido por Leonardo DiCaprio. Foi secretária de Ben Affleck em "Demolidor - O Homem Sem Medo" (2003) e também atuou na comédia "Dias Incríveis" (2003). Desde que começou a atuar na série, se afastou bastante do cinema.

Sandra Oh

Intérprete da sarcástica médica Cristina Yang, Sandra trabalha no cinema com certa frequência. Um de seus primeiros trabalhos relevantes na tela grande, foi a comédia canadense "A Última Noite" (1998), a qual protagonizou. Depois vieram outros filmes como "O Violino Vermelho" (1998) e "A Lente do Desejo" (1999), até que conseguiu um papel coadjuvante no sucesso da Disney "O Diário da Princesa" (2001). Conseguiu papéis mais relevantes em "Sob o Sol da Toscana" (2003) e no drama indicado ao Oscar de melhor filme, "Sideways - Entre Umas e Outras" (2004), talvez seu maior sucesso na tela grande. Mesmo já integrando o elenco do seriado, Sandra nunca largou o cinema, atuando até em filmes elogiados pela crítica como "Ensaio Sobre a Cegueira" (2008) e "Reencontrando a Felicidade" (2010), esse último ao lado de Nicole Kidman.

Patrick Dempsey
Começou a chamar atenção quando estrelou alguns filmes adolescentes na década de 1980, entre eles "Namorada de Aluguel" (1987), "Uma Chance Para Amar" (1988) e especialmente "Loverboy - Garoto de Programa" (1988), com essas comédias se tornou galã de filmes juvenis. Porém na década de 1990, encontrou certa dificuldade em conseguir papéis de destaque, mas não deixou de atuar, estrelou "O Cadillac Azul" (1990), o drama "Com Mérito" (1994), que teve relativo sucesso, fez uma participação em "Epidemia" (1995) e  também atuou no badalado "Pânico 3" (1999), desfecho da trilogia de terror que fez sucesso. Ao lado de Reese Witherspoon estrelou a comédia romântica "Doce Lar" (2002). Desde que começou a atuar na série, conseguiu papéis de mais destaque, como o de protagonista do sucesso "Encantada" (2007), ao lado de Amy Adams, o drama "Escritores da Liberdade" (2007), a comédia romântica "O Melhor Amigo da Noiva" (2008), "Idas e Vindas do Amor" (2010) e a ficção "Transformers: O Lado Oculto da Lua" (2011). 

Katherine Heigl

Atriz desde criança, a intérprete da sensível médica Isobel Stevens (que deixou a série em 2010), começou a chamar atenção nas telas grandes ainda criança. Estreou no drama "Aquela Noite" (1992), estrelado pela na época ascendente Juliette Lewis, em seguida conseguiu um papel no filme do badalado Steven Sodebergh, no caso o drama "O Inventor de Ilusões" (1993), até conseguir sua primeira protagonista no cinema na comédia "Meu Pai Herói" (1994) que protagonizou ao lado do francês Gerárd Depardieu. Atuou com Steven Seagal em "A Força em Alerta 2" (1995). Após isso teve uma fase de atuar em produções adolescentes, como "A noiva de Chucky" (1998), "100 Garotas" (2000) e "O Dia do Terror" (2001). Voltou a se destacar na tela grande com a comédia de sucesso "Ligeiramente Grávidos" (2007) e não parou mais de atuar nos cinemas, em filmes como "Vestida Para Casar" (2008), "Verdade Nua e Crua" (2009), "Juntos Pelo Acaso" (2010), "Par Perfeito" (2010), "Noite de Ano Novo" (2011) e o recente "The Big Wedding" (2012), onde atua ao lado dos consagrados Robert De Niro e Diane Keaton.

Eric Dane

Intérprete de Mark Sloan, que deixou recentemente a série, um dos primeiros papéis relevantes de Eric na tela grande, foi "X-Men - O Confronto Final" (2006). Ao lado de Owen Wilson e Jennifer Aniston, estrelou "Marley & Eu" (2009), grande sucesso. Integrou o elenco da comédia romântica "Idas e Vindas do Amor" (2010) e atuou no musical "Burlesque" (2010), estrelado por Christina Aguillera e Cher.

 Kevin McKidd
Experiente em filmes, o intérprete do médico Owen Hunt atuou no clássico moderno "Trainspotting - Sem Limites" (1996), muito antes de integrar o elenco da série médica. Após isso, atuou em outras produções cinematográficas como "O Sedutor" (1996), "O Expresso de Marrakesh" (1998), "O Herói da Família" (2002) e até de "Cruzada" (2005), importante filme de Ridley Scoot. Antes de integrar o elenco da série, atuou com Patrick Dempsey em "O Melhor Amigo da Noiva" (2008). Continua atuando no cinema em filmes como "Percy Jackson e o Ladrão de Raios" (2010) e "Uma Cidade Sem Lei" (2010).

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O Franco Atirador

 Um filme emocionante e devastador, de ritmo próprio e com atuações inesquecíveis de Robert De Niro e Christopher Walken.

The Deer Hunter, 1978, direção de Michael Cimino, Com: Robert De Niro, John Savage, Christopher Walken, Meryl Streep, John Cazale, George Dzundza, Rutanya Alda.

  Três amigos que são operários de uma fábrica na Pensilvânia, aproveitam a festa de casamento de um deles e uma caçada de cervos, para descontrair antes de embarcarem para a Guerra do Vietnã. Durante a participação na Guerra, são feitos prisioneiros e tem que lutar pela sobrevivência. O efeito da guerra neles é devastador.

Esse é um dos grandes filmes da década de 1970, vencedor do Oscar de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante para Christopher Walken, melhor edição e melhor som. A verdade é que trata-se de um filme de ritmo lento, mas muito emocional e intenso.





  É difícil não se emocionar com a história dos amigos que na falta de perspectiva de suas vidas, acabam achando que a participação na guerra lhes dará mais sentido de existência, quando não poderiam estar mais enganados. O clima intimista do longa, proporciona ao espectador partilhar da vida dos três amigos e não ficar indiferente diante de suas angústias.

O diretor Michael Cimino fez um filme muito bem construído, cheio de metáforas e momentos sublimes, mesmo que o ritmo lento possa afastar alguns espectadores. Na verdade esse seria o único sucesso de Michael Cimino, que após esse trabalho dirigiu "O Portal do Paraíso" (1981), que afundou sua carreira, pois foi uma produção ambiciosa demais e que não rendeu o esperado, dessa forma só voltou a dirigir pequenos filmes e esporadicamente. Antes, Cimino não havia dirigido nada tão relevante.
As atuações do trio central são um caso à parte. John Savage é competente, Robert De Niro mais uma vez comprova seu imenso talento, porém quem rouba a cena é Christopher Walker, nesse que é o seu melhor momento no cinema. Christopher está imerso no papel, em um grande trabalho como intérprete, sem falar que ele tem o personagem mais interessante do longa. Excelente trilha sonora, em especial a música instrumental Cavatina, de John Williams, de uma beleza e melancolia singular que dá o tom da história. O clássico Can't take my eyes of you também tem presença marcante no longa.
 Último filme do grande ator John Cazale, que teve uma carreira curta e de sucesso, atuou em apenas cinco filmes, mas todos indicados ou vencedores ao prêmio máximo da Academia. John estava acometido por um cancêr terminal nos ossos, assim Michael Cimino fez suas cenas primeiro, sabendo que o estúdio não concordaria em mantê-lo no elenco dada as circunstâncias. John estava namorando Meryl Streep na época, que atua no filme como a principal personagem feminina e recebeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.





sexta-feira, 2 de março de 2012

Noivas Em Guerra

Comédia previsível e sem grandes atrativos que foi bem de bilheteria.

Bride Wars, 2009, Direção de Gary Winick, Com: Kate Hudson, Anne Hathaway, Candice Bergen, Chris Pratt, Steve Howey.

Emma (Anne Hathaway) e Liv (Kate Hudson) são amigas de infância e que sempre idealizaram seus casamentos. Já adultas, ficam noivas ao mesmo tempo e por um erro de agenda as duas acabam com a cerimônia marcada no mesmo dia, no local dos sonhos das duas, o Plaza Hotel. Como nenhuma das duas cede, elas entram numa verdadeira disputa de egos e sabotagens, para reinarem no dia.

Comédia previsível dirigida pelo já falecido Gary Winick ( de "A Menina e O Porquinho" e "Cartas Para Julieta"). Esse foi seu penúltimo filme, o diretor faleceu no início de 2011. A verdade é que esse filme faz parte daquelas inúmeras comédias românticas previsíveis que surgem a cada ano.

É possível prever cada acontecimento do filme, basta ter assistido a pelo menos uns dois exemplares do mesmo estilo. Nesse caso ainda conseguiram contar com duas atrizes famosas, que aqui não estão em seus melhores dias. Anne Hathaway cresceu como atriz no decorrer dos anos, esse filme veio na época de sua indicação ao Oscar de melhor atriz por "O Casamento de Rachel". Kate Hudson já foi uma atriz promissora, principalmente após ganhar um Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante por sua deliciosa interpretação em "Quase Famosos", mas parece que resolveu parar de arriscar e nos últimos anos tem aportado em sucessivas comédias inexpressivas, algumas aqui no Brasil chegam direto em DVD. As duas personificam estereótipos, no caso de Kate ainda pior, pois ficou com o papel da megera, Hathaway por sua vez é a boazinha que tem um lado maquiavélico.
A lição de moral do filme é constrangedora e as sabotagens, idem. Enfim, programa para quem aprecia comédias românticas com alguma lição no final e só, se não se incluir no tipo de público, melhor passar longe.

O Diabo Veste Prada

Meryl Streep é o grande destaque dessa interessante comédia, baseada em best seller famoso.

The Devil Wears Prada, 2006, Direção de David Frankel, Com: Anne Hathaway, Meryl Streep, Stanley Tucci, Adrian Grenier, Emily Blunt, Simon Baker, Gisele Bündchen.

Andy Seachs (Anne Hathaway) é uma jovem interiorana, recém formada em jornalismo, que parte para Nova York em busca de um bom emprego na sua área. Após algumas tentativas consegue um emprego na badaladíssima Runway Magazine, uma revista de altíssima credibilidade no mundo da moda. Mesmo sem entender nada de moda e desconhecendo sua famosa editora chefe, a autoritária e conceituada Miranda Priestly, Andy consegue o emprego por seu bom currículo e seu discurso na entrevista. Porém ela percebe que não é um mundo fácil de se adaptar, ainda mas quando se é leiga no assunto. Assim tem que mudar sua postura, o que implicará em mudanças significativas.
Baseado no best seller de mesmo título de 2003. O livro foi escrito por Laura Weisberger, que trabalhou durante um tempo para Anna Wintour (editora chefe da Vogue). O livro se tornou um sucesso absoluto de vendas.
O diretor David Frankel ainda era pouco conhecido, só havia dirigido para o cinema a comédia "Casos e Casamentos" (1995), mas fez um bom trabalho no geral. O filme é interessante, tecnicamente bem realizado e com uma vibrante trilha sonora. Retrata o mundo da moda de forma competente, aliás há pequenas participações das tops Gisele Bündchen (como uma secretária da Runway Magazine) e Heidi Klum (como ela mesma).

Embora charmosa, a produção tem uma fragilidade em sua narrativa. A escolha do diretor David Frankel em imprimir um tom de fábula na história, tirou um pouco da acidez do roteiro. Faltou um pouco de cinismo na condução do longa, o agridoce que é o mundo da moda. Claro, ele mostra que é um meio competitivo, que Miranda Priestly é uma megera, mas faltou um pouco mais de acidez. No recurso utilizado pelo diretor, a personagem de Hathaway é uma menina doce e meiga, que fica deslumbrada com o mundo da moda e tem que escolher entre ele ou ser a mesma garota boa de sempre, resumidamente.Anne Hathaway ainda tinha imagem e desenvoltura de atriz de filmes da Disney na época, o que ocasionou ainda mais a romantização da história. Entretanto é válido reafirmar que o longa é bastante agradável e digno, só peca pela falta de acidez mesmo.
A maior qualidade do filme reside na magnífica interpretação de Meryl Streep como a azeda Miranda Priestly. Uma interpretação arrebatadora, que provavelmente só não a fez ganhar um Oscar por causa que tinha uma excepcional Helen Mirren como protagonista de "A Rainha", porque sua caracterização é magistral. O núcleo da revista é sem dúvida a melhor parte do filme e ainda conta com um competente Stanley Tucci e uma divertidíssima Emily Blunt (também indicada ao Oscar por sua atuação, só que como coadjuvante). O fato é que se trata de uma boa e divertida produção, o tipo de filme que deixa o espectador mais leve ao término da projeção.