Boogie Nights (1997), direção de Paul Thomas Anderson, Com: Mark Wallbergh, Burt Reynolds, Julianne Moore, Heather Graham, John C. Reilly, William H. Macy, Philip Seymour Hoffman, Luis Guzman, Thomas Jane, Philip Baker Hall.
Esse subestimado filme de 1997 é mais um grande filme da bela carreira do diretor Paul Thomas Anderson, aqui em seu segundo trabalho. A história de um adolescente (Mark Wallbergh, em uma boa atuação) que entra para o mundo do cinema pornô, é esplêndida. Um trabalho de direção impecável, um ritmo frenético e cenas emocionais o bastante para não deixar o telespectador recuperar o folêgo, são os ingredientes dessa produção antológica.
Mas é válido frisar que o filme é pouco comentado, afinal quando falam de Paul Thomas, costumam lembrar de "Magnólia"(1999) ou "Sangue Negro"(2007), dois maravilhosos filmes, mas "Boogie Nights" não faz nada feio perto deles, tem a mesma qualidade artística e a inconfundível mão do diretor. Ignorado na indicação para melhor filme no Oscar de 1997, onde o grande vencedor da noite foi "Titanic", o que prova que a Academia nem sempre é coerente.
Paul Thomas Anderson é deveras habilidoso em comandar um filme com muitos atores, nesse ponto ele recebe muitas comparações com o saudoso Robert Altman. Um diretor corajoso e que não se vende ao maniqueísmo dos grandes estúdios. Um grande elenco, diga-se de passagem, formado por atores em perfeita sintonia. Julianne Moore, uma excelente atriz, aqui mais uma vez mostra todo seu talento como uma mulher madura, esposa de um homem influente no cinema pornô e que trabalha como atriz pornô também, ocasionalmente, numa interpretação indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Burt Reynolds, também indicado ao Oscar de coadjuvante, tem o que muitos consideraram o melhor trabalho de sua carreira, no papel do marido da personagem de Moore e agente do personagem de Wallbergh.
John C. Reilly, William H. Macy e Philip Seymour Hoffman, três maravilhosos atores, colaboradores de Paul Thomas na maioria de seus filmes, ajudam a manter a qualidade das atuações, em pequenos, mas nunca irrelevantes, papéis.
A cena final é ousada e um marco na história do cinema. "Boogie Nights" é um filmaço que merece ser descobrido, uma obra que está meio esquecida, mas é poderosa o suficiente para ser um clássico do cinema americano e da carreira do sempre competente diretor.

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